Policial

Alvo da Operação Intocáveis, suspeito de integrar milícia no Rio é preso no Ceará

Homem já tem diversas passagens por diversos homicídios, organização criminosa e extorsão.

A Polícia Civil do Ceará prendeu nesta quinta-feira (26) um homem apontado como um dos principais milicianos da comunidade de Rio das Pedras, no Rio de Janeiro. O cearense Gerardo Alves Mascarenhas, 39 anos, foi capturado na cidade de Coreaú, interior do Ceará.

(Correção: o G1 errou ao informar inicialmente que Gerardo Alves Mascarenhas estava morando com familiares no Ceará há cerca de 18 anos. Na verdade, o suspeito de integrar milícias estava no estado há 18 dias, segundo informou a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A informação foi corrigida às 18h26.)

Segundo a polícia, Mascarenhas, conhecido como Pirata, já tem diversas passagens por diversos homicídios, organização criminosa e extorsão. Ele foi um dos alvos da Operação Intocáveis, deflagrada em janeiro deste ano para prender milicianos que integravam a organização criminosa.

Conforme o delegado Dionísio Amaral, do 15º Distrito Policial do Ceará, o preso é suspeito de ser um dos matadores da milícia que atua na comunidade Rio das Pedras, uma das maiores favelas do RJ.

O preso estava morando com familiares no Ceará há cerca de 18 dias. Policiais do 15º Distrito Policial já monitoravam a atuação no interior do Ceará, com base em informações repassadas por investigadores do Rio de Janeiro.

Após a prisão, Gerardo Alves foi conduzido para Delegacia de Capturas (Decap), em Fortaleza, e deve ficar à disposição da Justiça do RJ.

Recompensa de R$ 1 mil era oferecida pelo Disque-Denúncia — Foto: Divulgação

Recompensa de R$ 1 mil era oferecida pelo Disque-Denúncia — Foto: Divulgação

Escutas telefônicas

De acordo com a investigação, a participação de Mascarenhas no grupo criminoso foi identificada em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

No dia 15 de novembro, um dos presos, Manoel de Brito Batista, conhecido como Cabelo, reclama de cortes de cabos de energia de “gatos” em um dos “empreendimentos imobiliários”.

“Se ele cortar os cabos meu lá, vai ser diferente porque eu vou cortar as duas pernas dele e os dois braços”, diz Manoel.

Em outro trecho, ele pede que um membro do grupo, conhecido como Pirata (Mascarenhas), vá até uma loja na comunidade e tire o carro que estava atrapalhando o caminho na região (veja a reprodução da conversa abaixo).

Cabelo: Vai lá em frente à loja do João lá, tem um carro parado. Tá atrapalhando o caminhão, entendeu? Não tem nem uma saída. Eu tô aqui na Barra, vai lá. Se o carro tiver lá no meio, leva a empilhadeira e tira ele do meio lá e taca fogo nele.

Pirata: De frente ao depósito.

Cabelo: Lá em frente ao João da Domini.

Pirata: Tá, valeu.

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